Quase 1 bilhão de crianças vivem sob risco da crise climática, diz UNICEF

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Quase 1 bilhão de crianças vivem sob risco da crise climática, diz UNICEF

 Enchentes em Jacarta, Indonésia, em fevereiro de 2021

Um relatório do UNICEF (Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para a Infância) apontou que aproximadamente 1 bilhão de crianças e adolescentes estão em um dos 33 países classificados como de risco extremamente elevado aos efeitos das mudanças climáticas.

O balanço está em um novo relatório da organização, que classifica países como Chade, Nigéria, Guiné e Guiné-Bissau como alguns dos piores diante da crise climática.

Em entrevista à CNN, o oficial de monitoramento e avaliação do UNICEF, Danilo Moura, avaliou que o estudo avalia a relação entre os choques climáticos e a vulnerabilidade.

“Há um número muito alto de crianças expostas aos fenômenos naturais que se agravam com as mudanças climáticas, elas vivem em regiões de ondas de calor, ciclones, doenças transmitidas por vetores, exposição à escassez de água, inundações, poluição do ar, todos os fenômenos naturais que se agravam com o planeta aquecendo”, disse.

De acordo com Danilo, há “padrões históricos de desenvolvimento” que explicam a situação em países mais pobres. Por exemplo, nas nações mais ricas, crianças e adolescentes estão menos expostas e vulneráveis devido a maior infraestrutura de acesso à água, saneamento básico e sistema de saúde.

“É um composto de injustiça, muitos dos países mais expostos a furacões, enchentes, são os mesmos que já são mais pobres”, completou.

Para Danilo, a solução para a crise climática é a mesma para todas as nações, independentemente se desenvolvidas ou não: “Precisa ser feita a transição para o carbono neutro, as emissões precisam chegar a zero até a metade deste século, nos ricos, e nos em desenvolvimento, que são muitas vezes os maiores emissores.”

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