Partido de primeiro-ministro vence eleições no Canadá, mas Trudeau não consegue maioria, projetam agências

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Partido de primeiro-ministro vence eleições no Canadá, mas Trudeau não consegue maioria, projetam agências

  Justin Trudeau durante campanha, em 6 de setembro de 2021 — Foto: Carlos Osorio/Reuters

Justin Trudeau durante campanha, em 6 de setembro de 2021 — Foto: Carlos Osorio/Reuters

O Partido Liberal do Canadá, liderado pelo primeiro-ministro Justin Trudeau, deve continuar no poder, mas seguirá em um governo minoritário, projetam nesta terça-feira (21) os canais de notícias locais. Os liberais de Trudeau precisarão, novamente, do apoio dos partidos de oposição para governar.

Pelas projeções, o plano não saiu exatamente como esperado. Os liberais devem ganhar 155 assentos, um a mais apenas do que tinha. A Câmara canadense tem 338 cadeiras e um partido precisa ter 170 para obter a maioria. Se nenhum partido consegue obter a maioria no Parlamento, o vencedor é obrigado a firmar um governo de minoria.

Eleições antecipadas não deram certo


Trudeau, de 49 anos, convocou eleições antecipadas dois anos antes do previsto. Ele acreditava que estaria com a popularidade em alta por causa da gestão da pandemia (o Canadá tem altas taxas de vacinação), e que as urnas dariam a ele um mandato mais forte no Parlamento. Em 2019, ele ganhou, mas as eleições o deixaram com um governo minoritário e ele teve que negociar apoio.

Mas após um início bastante favorável e pesquisas alentadoras, Trudeau enfrentou uma campanha especialmente complicada. O desgaste do poder foi percebido e a "Trudeaumanía" de sua primeira eleição em 2015 parecia algo muito distante.

Ele enfrentou manifestantes irritados com as medidas sanitárias contra a pandemia. Em um evento, uma pessoa chegou a lançar pedras contra o primeiro-ministro.

Os principais candidatos votaram na manhã de segunda-feira após uma campanha complicada de 36 dias.

Durante a campanha, Trudeau afirmou que o retorno dos conservadores ao poder seria o sinônimo de retrocesso, especialmente na questão climática.

"Estou orgulhoso de votar hoje, tenha certeza que você também fez o mesmo", afirmou o principal adversário de Trudeau, o conservador moderado Erin O'Toole, em uma rede social, com uma foto diante da urna ao lado da esposa.

O'Toole havia prometido aos canadenses que ele seria a encarnação da renovação e fez uma sólida campanha de centro.

"No fim das contas, podemos afirmar que realmente foi uma campanha para nada", disse Felix Mathieu, da Universidade de Winnipeg, ao destacar que em muitas províncias os representantes "foram sistematicamente reeleitos".

Gestão da pandemia


Durante a campanha, os candidatos se enfrentaram em temas como a mudança climática, a reconciliação indígena, moradia acessível, vacinação obrigatória contra a Covid-19 e os passes sanitários.

O'Toole, de 48 anos, foi criticado por ter apoiado a flexibilização precoce das restrições sanitárias em Alberta e em outras províncias lideradas por conservadores, nas quais existem hoje surtos de Covid que forçam hospitais sobrecarregados a enviar pacientes para outras unidades de saúde no Canadá.

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