Paraná identifica aumento expressivo de crianças que dependem da escola para comer

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Paraná identifica aumento expressivo de crianças que dependem da escola para comer

 

Divulgação Seed Com a retomada do ensino presencial, o Paraná identificou um expressivo aumento de crianças que dependem da escola para comer. Em entrevista à Banda B nesta segunda-feira (29), a coordenadora do Programa Estadual de Alimentação Escolar, Andréa Bruginski, explicou que o Estado identificou um aumento de aproximadamente 50% entre crianças que precisam repetir a merenda pelo menos uma vez.

“Sempre existiu a criança que vai para a escola para comer, isso é algo conhecido. Mas nesse momento de retomada, o índice de repetição dos alunos aumentou consideravelmente, na casa de 40% a 50% e, em algumas escolas, isso chega a 100%. São índices que nos assustam”, diz a coordenadora.

Os números vão de encontro com informações do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional do Ministério da Saúde, que mostram que apenas 26% das crianças atendidas pelo SUS conseguem fazer três refeições ao dia. Os dados foram divulgados pela Globonews e mostram que os dados atuais não são reflexo apenas da pandemia. Em 2019, eram apenas 28% o número de crianças entre 2 e 9 anos que conseguiam fazer as três refeições.

Bruginski cita que o crescimento ocorre inclusive em cidades onde isso não era comum, como na capital Curitiba. “Nós tínhamos essa situação em escolas de campo, mais longínquas, e aqui não era tão comum, mas atualmente todas as escolas relatam o aumento de demanda por alimentos”, comenta.

Aumento da demanda

Diante da atual condição, a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte do Paraná (Seed-PR) está estudando medidas para ampliar a oferta de merenda a partir de 2022, tanto em qualidade, quanto em quantidade, para os estudantes de todas as escolas da rede pública estadual de ensino.

No interior do Paraná, como no caso do Colégio Estadual Pedro Fecchio, em São Tomé, os 15 minutos de recreio nem sempre são o suficiente para que os alunos se sintam satisfeitos com o lanche. Os funcionários já relatam que estendem o horário para que os estudantes possam comer mais.

Bruginski cita que a forma de ajudar tem sido no sentido de disponibilizar os alimentos de forma livre. “Ela volta e repete o quanto for necessário, dessa forma é necessário uma produção maior. Automaticamente, nós da gestão central precisamos disponibilizar mais comida para a escola, então é toda uma cadeia de consumo”, explicou.

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